segunda-feira, 16 de julho de 2018

Resenha: Mas tem que ser mesmo para sempre? / Sophie Kinsella


Sophie Kinsella é a rainha das comédias românticas é uma delícia sorrir com cada loucura de suas personagens e pensar algumas vezes: ‘eu faria o mesmo’ e outras ‘sua louca, não faz isso, vai dar treta!’. Em ‘Mas tem que ser mesmo para sempre’, temos uma heroína diferente, ela já conquistou seu ‘final feliz’: marido perfeito, emprego dos sonhos, duas filhas lindas, mas será que é tudo assim tão perfeito e feliz que ela poderia viver assim pelo resto de sua vida?

A primeira coisa que eu preciso dizer é, por que um título tão grande Record? O livro em inglês é ‘Surprise Me’, algo como Me surpreenda, tudo bem que essa tradução literal faria com que as pessoas pudessem pensar que fosse um livro com uma pegada mais caliente, mas o título escolhido ficou enorme, até pra indicar é ruim e não condiz muito com a história também, na minha opinião erraram nessa escolha.

O pontapé inicial da história ocorre quando o casal perfeito Sylvie e Dan decidem fazer uma consulta médica de rotina, digo casal perfeito porque eles dividem tudo, são super intuitivos, chegando ao nível de não precisar nem finalizar uma frase porque o outro já entendeu e já a completou, ele formam uma dupla imbatível, bem era isso que Sylvie pensava.

Na consulta eles descobrem que estão muito bem de saúde, que viverão até ou mais que 100 anos, esta fala do médico os deixa atônitos, começam a fazer contas e a pensar que terão mais de 60 anos de casados, e que a rotina deles não era assim tão perfeita, como viveriam aquela mesma rotina pelos próximos 60 anos de suas vidas?

Sylvie tem então a brilhante ideia de ambos surpreenderem um ao outro, fazerem coisas inusitadas para que saiam da rotina e todos esses anos não sejam um fardo. Bem, só que isso não dá muito certo, por exemplo, Dan tem a ideia de criar uma cobra de estimação, Sylvie compra o café da manhã especial de um hotel com pratos de diferentes países, resultado: ninguém consegue comer nada daquela refeição caríssima e isso é apenas o começo.

Além disso, as coisas no trabalho de Sylvie estão indo de mal a pior, ela trabalha em uma instituição de caridade, a Willoughby House, mantida pela família Kendrick, eles tem uma grande coleção de objetos de valores inestimáveis e sobrevivem com doações, o que Sylvie não poderia imaginar é que as contas da instituição não fecham já faz um tempo e o casarão antigo e bem localizado poderá ir a baixo para a construção de um condomínio.

A cada nova surpresa do projeto de Sylvie, ela vai percebendo que não conhece de verdade o seu marido, ele esconde segredos e quando uma antiga namorada dele revive das cinzas, ela vê todo o seu mundo perfeito desmoronar, mas o que ela não sabia era que estourar essa bolha da perfeição irá mudar sua vida para sempre e fazer com que cem anos sejam até pouco tempo para se viver.

Tem uma frase no livro ‘Vincit qui se vincit’ (Vence quem se vence) e acho que todo mundo deveria adotar esse lema em suas próprias vidas, nós podemos ser nossos próprios pesadelos ou sonhos, se a gente se vence todo dia, nem que seja em coisas bem pequenas a vida faz mais sentido, nada melhor do que vencer a si mesmo e se surpreender com o que você é capaz de fazer.


sábado, 7 de julho de 2018

Resenha: Ainda Sou Eu / Jojo Moyes


Jojo Moyes nos presenteia com mais uma história da querida personagem Louisa Clark, nesse livro mergulhamos em Nova York junto com a Lou para viver aventuras que novamente mudarão sua vida para sempre e irão inspirar nossas próprias vidas.

A Louisa Clark que conhecemos em ‘Como eu era antes de você’ (resenha aqui) nunca havia se arriscado, uma de suas maiores aventuras era contar seus passos até seu trabalho, quem iria imaginar que esta mesma Lou iria se mudar sozinha para Nova York? Por influência óbvia do Will e também devido aos acontecimentos do segundo livro, ‘Depois de Você’, ela enfim decidiu mudar sua vida de uma vez por todas.

Quando Nathan, o fisioterapeuta que conhecemos no primeiro livro, lhe apresenta uma proposta de emprego para ser assistente pessoal da esposa de um milionário de americano, Lou não pensa duas vezes antes de deixar a Inglaterra, sua família e seu Sam, o adorável paramédico, para trás, afirmando claro que o relacionamento continuaria a distância, para encarar esse desafio.

Ao chegar em Nova York, Lou percebe que a cidade não é tudo aquilo que vemos nos filmes, não é nem um pouco convidativa. Ela irá morar em um quartinho nos fundos do gigante apartamento dos  Gopnick e quando conhece a sua chefe pensa logo que as coisas não poderiam ficar tão complicadas como com o Will, já que além do fato de que dessa vez ela não poderia se apaixonar pela chefe, esta família era o estereótipo perfeito, tudo estava no lugar certo, eram lindos e ricos, a vida da chefe era se preocupar com jantares e roupas chiques, nada poderia dar errado, né?

Conforme ela vai conhecendo mais a Sra. Gopnik ela descobre que sendo a segunda esposa, não era bem aceita nos altos círculos sociais e Lou acaba descobrindo o seu maior segredo, que prometer guarda-lo fará com que ela tenha muitos problemas.  

Além disso, em uma das festas em que Lou vai acompanhar a Sra. Gopnick, ela encontra um homem igual ao Will, Joshua Ryan, além de lembrar o Will fisicamente também tem aquele gás de querer conquistar o mundo, e enquanto Lou vai conhecendo Joshua melhor o relacionamento a distância com o Sam vai ficando mais complicado, quando ele tem uma nova companheira de trabalho, as suspeitas de traição tiram Lou do sério.

E nessa confusão de sentimentos é que a Lou enfim se encontra e descobre que ela deve ser quem realmente é, não deve ficar com um cara que acha que suas roupas não são adequadas, não deve ficar com um cara que a traí, não deve basear sua vida nas escolhas de um cara que já morreu, não deve se encontrar em um cara, deve se encontrar em si mesma e no final conhecemos uma Lou empoderada, que com suas meias de abelhinha pode ter o mundo todo em suas mãos se for isso que ela desejar.




Antes de ler esse livro fiquei preocupada porque não gostei muito do segundo, mas me surpreendi, eu amei todo o livro, essa é a Lou que conhecemos no primeiro livro e foi muito bom vê-la conquistar seu lugar, tem uma sequência final muito amorzinho e espero que seja de fato o último livro, deixa a Lou ser feliz Jojo.



domingo, 24 de junho de 2018

Resenha - Mudbound - Lágrimas Sobre O Mississippi - Hillary Jordan


"Quando não conseguimos dizer algo em voz alta, dizemos em silêncio."







Mudbound conta a história de duas famílias, uma branca e outra afro-americana, durante a década de 1940,no Mississippi da Segunda Guerra Mundial.

É 1946 e Laura , uma professora da cidade,que  está se aproximando rapidamente da meia-idade conhece e se casa com Henry McAllan. Após alguns anos de casada já com duas filhas, Laura ,satisfazendo o desejo de seu marido de possuir sua própria terra, se muda para uma remota fazenda de algodão no Delta do Mississippi. Um lugar que ela acha estranho e assustador.

Na fazenda há outra família ,os Jacksons,os agricultores que já trabalhavam para os antigos donos , continuam morando e trabalhando lá .Na esperança de juntarem dinheiro para obterem sua própria terra.

A relação entre as duas famílias é civil e amigável na medida do possível, com os Jacksons ajudando no trabalho da propriedade dos McAllans'. Mas essa civilidade desaba quando Jamie McAllan e Ronsel Jackson retornam da guerra e iniciam uma amizade improvável .

Jamie o jovem carismático, paquerador e charmoso,sofre com assombro de suas memórias da guerra, ele  afunda cada vez mais no alcoolismo. Já Ronsel , filho mais velho dos Jacksons, voltou para casa com o brilho de um herói de guerra. Mas não importa sua bravura em defesa de seu próprio país, ele é considerado apenas mais um negro.

A crescente amizade entre eles acende a ira da cidade. Os dois homens ignoram os avisos para evitar um ao outro. Não importa o quanto sua raça os dividiria, Ronsel e Jamie criam uma amizade, ligados por uma memória compartilhada dos horrores da guerra. A amizade deles é cativante, engraçada e genuína, de uma maneira que o mundo ao seu redor não pode ser. Ronsel entende a ameaça embutida nesta amizade, mas escolhe acreditar de maneira diferente, enquanto a bondade de Jamie é impregnada de imprudência, já que ele não vê  nenhum dos perigos que Ronsel enfrentará se os dois forem vistos juntos.

A autora descreve o delta lamacento em detalhes tão ricos que até mesmo essa humilde leitora passou a não gostar da fazenda tanto quanto Laura McAllan. Mas, se a fazenda é um lugar impiedoso, o extremo sul  dos Estados Unidos nos anos 1940 é pior: A história examina o racismo,o preconceito e o código moral. Também ressalta os efeitos da guerra que recai sobre muitos homens que participaram dela.

Esta leitura poderosa e fascinante lança luz sobre um tempo sombrio na história americana e reflete sobre o terror e conseqüências angustiantes do racismo.Não havia palavras para expressar minha raiva já nas primeiras páginas. O racismo era uma realidade brutal. Sabemos que , isso acontece até hoje, embora não tão excessivo quanto naquela época.

MURDBOUND - Lágrimas Sobre  O Mississippi ,retrata a injustiça e a crueldade do preconceito e da discriminação racial com uma visão ofuscante e predominante nos anos 40.Um livro cativante,rápido de ler e muito difícil de esquecer.

A adaptação para o  filme  captura com sucesso e inteligência tudo que Hillary nos transmiti  através do livro . Não deixou a desejar e super recomendo após ler o livro ver o filme . 


Esta história extraordinária e comovente é altamente recomendada.

domingo, 10 de junho de 2018

Resenha - Dentes De Dragão - Michael Crichton



Em essência, “Dentes de Dragão” é uma aula de história feita pela graça e emocionante narrativa de Michael Crichton.


O ano é 1876. As tribos guerreiras indígenas ainda povoam os territórios ocidentais da América, mesmo quando as cidades sem lei da corrida do ouro começam a marcar a paisagem. Em grande parte do país, ainda é ilegal defender a evolução. Contra esse pano de fundo, dois paleontólogos monomaníacos saqueiam o Velho Oeste, caçando fósseis de dinossauros, enquanto vigiam, enganam e sabotam uns aos outros em uma rivalidade que virá a ser conhecida como a Guerra dos Ossos.

É um faroeste com uma premissa engenhosa : Dentes de dragão do título referem-se aos fósseis do primeiro esqueleto de Brontossauro já descoberto. Este romance de ficção histórica gira em torno de eventos reais conhecidos como a "Batalha dos Ossos" ou "Guerra dos Ossos". Edward Drinker Cope (Universidade da Pensilvânia) e Othniel Charles Marsh (Universidade de Yale) foram dois dos primeiros paleontólogos a fazer importantes descobertas de  esqueletos de dinossauros no oeste americano. Sua rivalidade era amarga e envolvia espionagem, sabotagem e até violência física. Grande parte história acontece em Montana e  Dakota em 1876. 



A história é narrada por William Johnson, (personagem  fictício),um jovem arrogante  de 18 anos ,estudante da universidade de Yale que se junta à expedição de Marsh após fazer uma aposta com um outro aluno. A viagem corre bem, até que o paranoico paleontólogo se convence de que o jovem é um espião a serviço do inimigo e o abandona numa perigosa cidade. Após isso Johnson junta-se a Cope em uma jornada de volta para a civilização que custa várias vidas, mas no processo Johnson amadurece de um garoto da faculdade para um explorador experiente.
Johnson é um personagem divertido para acompanhar, um jovem que muda drasticamente ao longo do romance.Ele nos mostra as técnicas de fotografias da época com detalhes sensacionais . Observamos enquanto ele cresce e amadurece, enquanto abre os olhos para a dura realidade do Ocidente, e enquanto ele luta para voltar para casa nessa jornada que parece destinada a nunca acabar. 
Johnson tem a sorte de fazer parte da equipe que faz uma grande descoberta. Ele e Cope desenterram os dentes de um enorme dinossauro - uma criatura tão alta quanto um prédio de quatro andares. Os restos do que Cope chama de um brontossauro vão mudar nossa compreensão da pré-história.

Uma boa parte do romance lida com a ameaça muito real das Guerras Indianas, com Crichton provando ser bastante simpático, retratando a maioria das tribos em uma luz positiva. Na metade do livro é lá que Johnson brilha mais, tornando-se não apenas um narrador conveniente, mas um autêntico herói.

A ciência aqui é sólida, explorando a descoberta, a nomeação e a construção de dinossauros. No entanto, são os personagens que fazem Dentes de Dragão ganhar vida, com heróis e vilões colocando uma face reconhecível em uma era muito diferente. O livro captura a sensação do Velho Oeste, com sua ilegalidade, conflitos entre o Exército e os nativos americanos .

Tanto na história meticulosamente pesquisada quanto em uma imaginação exuberante,Dentes de Dragão é um livro perfeitamente estimulado e brilhantemente planejado, esta aventura enormemente vencedora está destinada a se tornar outro clássico de Crichton.

Sobre o autor : 
Michael Crichton (1942-2008) foi um escritor, roteirista, diretor de cinema, produtor e médico americano, mais conhecido por seu trabalho nos gêneros ficção científica, ficção médica e thriller. Escreveu, entre outros tantos títulos, O enigma de AndrômedaO grande roubo do tremJurassic ParkRevelaçãoPresaEstado de medo e Next. Seus livros venderam mais de 200 milhões de exemplares no mundo todo, foram traduzidos para 38 idiomas e inspiraram 15 longas-metragens.
Dentes de dragão foi descoberto pela mulher de Crichton nos arquivos dele após sua morte, e ela logo o identificou como “puro Crichton”. 

Altamente recomendado esse livro de Michael Crichton  não deixa a desejar . Simplesmente LEIAM !!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Resenha: A luz que perdemos / Jill Santopolo


Você faria tudo por amor? E se ir ao encontro do amor fosse abrir mão de seus sonhos individuais? Em meio a muitos encontros e desencontros vamos conhecendo Gabe e Lucy e percebendo ao virar cada página e terminar o livro em meio de lágrimas que felicidade é muito mais complexa que a gente pode imaginar.

Lucy e Gabe faziam faculdade na mesma Universidade, mas foi apenas no dia de um dos acontecimentos mais marcantes da História dos EUA que eles de fato se conheceram no fatídico, 11 de setembro de 2001. E parece que este evento traumático os uniu de alguma forma, enquanto Nova York estava ardendo em chamas eles davam o seu primeiro beijo.

Depois desse dia, ambos fazem uma promessa de que ao se formarem farão alguma diferença no mundo, não terão apenas empregos para ganhar dinheiro, eles vão fazer algo que torne o mundo um lugar melhor.

A paixão que eles sentiam fez com que eles fossem morar juntos durante alguns meses, Lucy se mudou para o apartamento de Gabe, ela havia conseguido um emprego de assistente em uma produtora de desenhos infantis, enquanto ele ainda estava se encontrando. A relação dos dois era fogo puro, mas Lucy não tinha cem por cento de confiança em Gabe, onde ele chegava ele era o centro das atenções, todos e todas queriam ficar ao redor dele e Lucy não queria compartilhar ele com mais ninguém, nesse ponto eu coloquei numa balança, o ciúme de um lado e o ego de outro, como achar o equilíbrio?

O ponto de virada foi quando Gabe recebeu uma proposta de emprego de uma agência internacional de fotografia e decidiu que seria dessa forma que ele cumpriria sua promessa de mudar o mundo, e os dois se despedem, pois Lucy não abriria mão do seu emprego dos sonhos para ir atrás dele.

Após um tempo na fossa, surge na vida de Lucy, um cara chamado Darren. Ele era um pouco mais velho, já estabilizado e se encantou por ela. Os dois saíram diversas vezes, Lucy estava voltando a ficar feliz, ele a fazia rir, mas ele não era Gabe. Darren é sólido, é o tipo de pessoa que ama fazer planos e os coloca sempre em execução, listas são uma de suas coisas favoritas, não poderia ser mais diferente do extrovertido Gabe.

Os anos passam, mas o contato entre Lucy e Gabe continua, sempre quando ele está nos EUA, eles se encontram, trocam e-mails as vezes, sentem que ainda sentem algo um pelo outro, mas a vida segue e Lucy se casa com Darren e começa a construir uma família com ele. Conforme vamos lendo, é impossível não fazer comparações entre os dois, uma passagem do livro faz uma comparação entre o amor e o fogo, Lucy e Gabe, um incêndio, aquela paixão destemida e sem controle, já Lucy e Darren, uma fogueira, aquele fogo perene, mas que é necessário para nos manter quentes, o que é melhor fogueira ou incêndio?

Como valorar um amor? Você sabe dosar se você está se entregando muito a uma relação, enquanto a outra parte não faz o mesmo? Como enxergar se um relacionamento não é saudável? Amor é sinônimo de felicidade? Como diferenciar amor de paixão? Qual ou algum deles dura para sempre? A leitura do livro me fez me colocar no lugar da Lucy e do Gabe em diversas ocasiões, nenhum deles queria abrir mão dos próprios sonhos, mas eles se amavam muito, quando estavam juntos era sempre mágico, mas a vida fez com que os caminhos deles  os levasse para lugares distantes, será que o que sentem vai ser suficiente para lutar contra os propósitos da própria vida?

Não sei vocês, mas pra mim é muito difícil eu ler um livro e não me colocar no lugar dos personagens, qualquer que seja o livro eu sempre vou acabar me identificando com alguma situação, ou entendendo certa escolha, pensando: 'ei, faria o mesmo' e outras vezes, 'eita, não faz isso, vai dar treta'. ‘A luz que perdemos’ mexeu comigo, apesar de imaginar o final desde que comecei a ler, e muito devido a narrativa em primeira pessoa, como se fosse um diário eu chorei no final, porque é muito verossímil, essa vida que pode acabar num estalar de dedos (hello, Thanos, haha) é feita de escolhas, sonhos e amor, será que a gente sempre consegue colocar tudo isso nos trilhos corretos, quais são os trilhos corretos? Será que existem? Mergulhe nessa história e comece a pensar sobre as suas próprias escolhas de uma maneira diferente.


“O amor faz isso. Faz você se sentir invencível e infinito, como se o mundo inteiro estivesse à nossa disposição, tudo pudesse ser conquistado e todo dia fosse repleto de maravilhas. Talvez porque nos abrimos para alguém, nos deixamos penetrar pelo outro. Ou talvez amar seja se doar tão profundamente a outra pessoa que o coração da gente se expande.”

sábado, 12 de maio de 2018

Safe Review



‘Safe’ é a primeira série televisiva do Harlan em parceria com a Netflix, não é baseada em nenhum de seus livros, é a partir de uma ideia totalmente original do Harlan.

Sinopse: Michael C. Hall é Tom Delany, um cirurgião pediátrico britânico, que após a morte de sua esposa, vive com duas filhas adolescentes, Jenny e Carrie. A família está aparentemente segura dentro de uma comunidade fechada, mas quando a filha mais velha, Jenny, vai à uma festa e ocorre um assassinato seguido do desaparecimento dela, suas vidas mudam completamente. 

Idioma: Inglês, com legendas ou dublado na Netflix
Duração: 8 episódios, em média  45min
Onde ver: Buscar 'Safe' na Netflix, todos os episódios já estão disponíveis

No primeiro episódio conhecemos os personagens e descobrimos que a tal comunidade fechada e aparentemente segura não é exatamente tão segura assim. Os problemas começam quando uma festa de adolescentes é organizada em uma das casas do condomínio, com bebidas e drogas liberadas, todo mundo fica mais feliz que o normal e quando vemos um corpo boiando na piscina da casa, começamos a perceber que as consequências dessa festa serão complicadas.

O portão e os muros foram criados após um incêndio criminoso na escola da região, no qual algumas crianças morreram, essas barreiras foram feitas para deixar os monstros do lado de fora, mas e se os monstros foram aprisionados ali dentro?

A tal festa acaba e Tom Delany percebe que sua filha não havia voltado para casa e uma das principais perguntas da série surge: Onde está a Jenny? Tom, com a ajuda de seu velho amigo Pete, começa a fazer perguntas pela região e tenta refazer os passos de Jenny, onde ela esteve? Com quem ela esteve? Tom havia colocado um programa espião para clonar as mensagens da filha para o seu próprio smartphone, dessa forma, uma certeza ele tinha: Jenny havia marcado de se encontrar com o namorado, o Chris.

Enquanto isso, o humor negro da série fica por conta da família do Jojo, lembra da tal festa, quem havia a promovido fora a Sia, filha do Jojo, ela aproveitou que os pais saíram de casa para comemorar o aniversário de casamento, mas quando ela vê o corpo na piscina, pede ajuda aos pais e a partir disso eles entram numa espiral de decisões erradas, o que é melhor fazer se você não tem culpa? Se entregar ou se encrencar de verdade? Mas não sabemos de fato se Sia tem ou não culpa quanto a tal morte. (Não citei de quem é o corpo para não ser spolier).

Tom visita a casa dos pais do Chris, e percebe que eles não estão preocupados, já que o filho é maior de idade e nunca deu nenhum problema, para eles em breve Chris vai aparecer, mas a família do Chris tem maiores problemas para lidar no momento, a mãe dele, Zoe professora de francês foi acusada de ter um caso com um de seus alunos, e o seu marido fica muito revoltado com a situação, será que ela tem algum envolvimento com o desaparecimento da Jenny, ou sabe do paradeiro de Chris?

A investigação fica por conta da velha detetive da cidade Sophie, e a recém-chegada Emma, uma policial que chegou transferida da cidade grande, que levanta suspeitas do motivo pelo qual ela quis ir para essa região e ainda mais quando tira fotos escondida do melhor amigo do Tom, Pete, qual será o envolvimento dela? Será que sabe mais do que está falando?

Muita aflição em alguns episódios e alguns também são muito emocionantes, a verdade é que o Harlan sabe como fazer a gente se identificar com os personagens e também nos enganar quanto aos culpados dos fatos.

E quando a gente já criou mil teorias, começamos a inventar novas no decorrer de cada episódio: tem o marido da Sophie que parece muito suspeito, será que o melhor amigo do Tom está envolvido? Essa Emma, o que ela sabe? Ou será que é tudo muito simples e a Sia apenas está mentindo? E o Tom, será que ele foi culpado pela morte de sua esposa? O que de fato aconteceu na festa? E afinal, onde está a Jenny?

Em um ritmo frenético, uma linda fotografia e um milhão de fios soltos que fazem a gente querer saber mais e entender o que de fato está acontecendo, e quando vemos já estamos no último episódio da temporada.

Para quem já leu os livros do Harlan, tem algumas referências: a amizade do Tom e Pete lembra a do Myron e Win, tem dois episódios que lembram muito o livro ‘A Promessa’ e algumas outras coisas que apenas quem leu os livros  irá identificar, e fazem a série ainda mais legal pros #HarlanLovers.

Não sabemos se haverá uma segunda temporada, a princípio não, todos os fios soltos se conectam, e o final, como sempre se tratando de Harlan Coben, é surpreendente.

“Ninguém conhece ninguém de verdade”

“Nada fica escondido para sempre. A verdade sempre vem a tona”

Elenco:
  • Os melhores amigos

Michael C. Hall é Tom Delaney, o cirurgião pediátrico que vira quase um detetive em busca do paradeiro de sua filha;

Marc Warren é Pete, o melhor amigo de Tom, que o ajuda na busca pela Jenny;

                                          

  • As detetives
Amanda Abbington é Sophie, a detetive que tenta ligar os fios soltos de todos os acontecimentos no condomínio;

Hannah Arterton é Emma, a suspeita detetive transferida;


        
  • Os pais suspeitos

Nigel Lindsay é Jojo, o responsável pelas cenas mais engraçadas de tão loucas, da série;

Audrey Fleurot é Zoe, mãe do Chris e acusada de envolvimento afetivo com adolescentes;

  • A Desaparecida

Amy James-Kelly é Jenny, e se prepare para se perguntar onde ela está.





sábado, 5 de maio de 2018

Resenha: Volta Para Casa - Harlan Coben


O livro mais emocionante de toda a Série. Para quem acompanha o Myron por todos esses anos durante todos os 10 livros anteriores, ‘Volta Para Casa’ tem um clima de despedida, de conclusão de um ciclo, se é o último livro da série, nós não sabemos, só sabemos que foi incrível virar cada uma dessas 299 páginas para mais uma vez ser enganado pelo Harlan e se apaixonar pelo Myron, Win, Esperanza, Big Cindy e pela amizade deles.

Antes de comentar a história do livro propriamente dita, preciso dar um alerta: leia os livros na ordem e leia a série do Mickey também, eu sei que são 13 livros (10 do Myron e 3 do Mickey), mas eu garanto que a experiência lendo ‘Volta Para Casa’ será muito mais incrível se você já conhecer todos esses personagens e entender o porquê de tudo o que eles fazem no livro 11. ‘Ah, mas eu quero ler só esse’, Tudo bem. A trama principal do livro, assim como em todos os livros da série se inicia e termina no livro, mas os fatos para além da história sobre a vida de cada um dos personagens que é o diferencial do livro, se você ler só esse, antes dos outros será um festival de spoliers. Dica dada, vamos voltar para casa!

O livro se inicia com uma bela surpresa, pela primeira vez em todos esses livros, a gente pode entrar na cabeça do Win, o melhor amigo do Myron e quem sempre o tira das piores enrascadas, para alguns, Win é só um ricaço, com todos os estereótipos possíveis, mas quem o conhece sabe que não se deve analisa-lo só pela aparência, o melhor é nunca entrar no caminho dele. Para quem se lembra de ‘Alta Tensão’, ao final do livro o Win desaparece devido aos acontecimentos, e nas primeiras páginas de ‘Volta Para Casa’ descobrimos que ele está em Londres, ele está no rastro de uma pista quanto a dois meninos sequestrados 10 anos atrás, um dos meninos, Rhys é o filho da prima de Win. Rhys e seu amigo Patrick, foram sequestrados aos 6 anos e desde então não havia nenhum indício de que estavam vivos.

Quando Win vê o adolescente que ele acredita que seja Patrick, ele não hesita em agir, mas como seus modos não são nem um pouco convencionais, as coisas saem do controle e não resta nenhuma opção a não ser pedir ajuda do seu velho e melhor amigo.

Myron está em paz, depois dos acontecimentos do último livro da série do Mickey ‘A Toda Prova’, um peso saiu das costas dele. Ele voltou a morar no apartamento de Win no coração de Nova York, vendeu a MB Representações para uma agência maior e o melhor de tudo, sua noiva, Terese finalmente voltou da África, os dois estão vivendo uma espécie de bolha de felicidade, até que o telefone toca e ploft, Myron tem que escolher entre continuar ali com Terese ou viajar para ajudar seu melhor amigo.

É fácil chutar o que Myron escolheu, né?! Para ele não é nem uma escolha, é simplesmente um fato, Win nunca pensou duas vezes antes de ajuda-lo e pela primeira vez, é Myron quem precisa ir ao encontro do amigo para ajuda-lo. Ele embarca para Londres e depois de um ano, vê novamente o seu melhor amigo, é óbvio que sendo do Myron que estamos falando, teve que rolar um abraço.

Win coloca Myron a par dos acontecimentos, diz que perdeu o tal Patrick de vista e que precisa que Myron vá até o mesmo lugar e descubra onde está o garoto. O tal lugar era simplesmente o ponto físico de prostituição de Londres, lá tinha opções para todos os gostos. Myron é levado até o quartel general do dono da rua, um homem estranho conhecido como Fat Gandhi, tudo indica que é ele quem está com os dois meninos presos como espécie de escravos sexuais.
Após Myron colocar sua vida em risco em uma sequência desesperadora, ele consegue resgatar o Patrick, mas é nesse momento que tudo fica ainda mais complicado. Será que ele é realmente o Patrick? Onde está o Rhys? Com Fat Gandhi também? Por onde os dois estiveram durante todos esses anos? Pelas ruas?

A busca por essas respostas será feita em duas frentes, na Europa com Win continuando a investigar Fat Gandhi com a ajuda de ninguém mesmo que Zorra e nos EUA, Myron com o auxílio de Mickey, Ema, Colherada, além de claro, Esperanza e Big Cindy, ah, sabe uma certa liga de lutadoras da qual as duas faziam parte? Vou dizer apenas: Pequena Pocahontas está de volta!

Mas tudo parece fazer sentindo novamente apenas quando enfim Myron e Win juntam suas forças para descobrir toda a verdade, já que ela é sempre a melhor opção em detrimento da mais bela mentira.

O Harlan nos surpreende como sempre, não consegui adivinhar o quê ou quem estava por trás disso tudo, como sempre criei várias teorias, envolvendo as coisas mais loucas, mas no final não era nada disso, se não for assim não vale né?! Haha O presente para os fãs da série, que acompanham todos os personagens durante esses vários anos é o epílogo, já o li umas três vezes, a primeira leitura foi muito embaçada porque não conseguia segurar as lágrimas. Bem, o Harlan já disse algumas vezes que o final da série seria quando o Myron estivesse feliz, leia e tire suas próprias conclusões, mas prepare o coração.


“Segundo diziam, o esporte devia ser um reflexo da vida, uma lição de vida, um teste de força e resistência, uma excelente preparação para o mundo real. Isso era o que diziam. Mas esse não havia sido o caso para Myron. Para Myron, tudo rolava com facilidade na quadra de basquete, Na vida real, nem tanto.”