quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Resenha - Simples Perfeição/Abbi Glinnes


Para começar a falar sobre esse livro, preciso dizer que imaginei que seria um pouco mais do mesmo de Rosemary, depois de Rush e Blaire e do primeiro livro do Woods e da Della, mas me enganei, o livro é bem diferente dos outros da Abbi Glinnes.

O primeiro livro do Woods e da Della, “Estranha Perfeição”, terminou deixando um gosto de quero mais, até porque quem já tinha lido toda a série “Sem Limites”, já tinha um prelúdio do que estava por vir. Nesse segundo livro Woods e Della enfrentam seus piores pesadelos e percebem que estarem juntos é a melhor forma de passar por eles.

Com a morte do pai do Woods, ele ficou com toda a responsabilidade do clube e além disso com sua mãe e sua ex-noiva contra ele e contra Della, o que era uma situação complicada. Woods tem que se dividir em cuidar de tudo no clube e ao mesmo tempo cuidar e estar sempre presente para quando os terrores dela chegassem, apesar dela amá-la com todas as suas forças, será que ele será capaz de aguentar todas essas responsabilidades em suas costas? Enquanto isso Della está perdida, o Woods não a deixa trabalhar e ela não sabe como pode ser útil e ajudá-lo, além de conviver diariamente com medo do passado e do futuro. Ela queria conhecer o mundo e acabou ficando presa dentro de casa em Rosemary, apenas sendo um peso para o Woods.

Tanto Della quanto Woods tiravam vidas complicadas seja a Della com a sua mãe com problemas mentais ou o Woods com seus pais que queriam controlar todos os passos de sua vida até mesmo por quem ele deveria se apaixonar. Os dois se amam, mas para ficarem juntos precisarão mais do que paixão e sexo.

Como em todos os livros da Abbi temos muitas cenas quentes, mas menos do que em outros livros dela. Posso dizer que esse é o livro mais duro, com situações mais complicadas pelas quais Woods e Della devem passar e além dos problemas pessoais, tem um fato muda a vida de todos em Rosemary.

A Simples Perfeição do Woods e da Della, mostra que as vezes as coisas são diferentes do que pensamos e que tirar conclusões precipitadas são sempre a pior escolha.

Ah, para você que tem amou a Série Sem Limites e a Blaire e o Rush, temos alguns momentos em que podemos ver o “felizes para sempre” do casal em vigor com o lindo Nate. No final do livro tem um prólogo do casal que foi apresentado em “Amor Sem Limites”, Grant e Harlow, esses dois que tem tudo para nos trazerem grandes emoções! 

Para finalizar uso as palavras do Dean Finlay, pai do Rush e vocalista do Slacker Demon, aquilo que todo mundo que já pensou...

“Deve ter alguma merda na água daqui. Preciso logo voltar para Los Angeles. Vocês estão ficando malucos por causa de garotas bonitas.” 




Bem para quem não conhece ou quem se perdeu entre “Série Sem Limites” e “Perfeição”, aqui está uma linha do tempo da Saga de Rosemary Beach.


Do lado Esquerdo em azul, estão em ordem os livros já publicados;


E do lado direito em rosa, os que serão publicados, a Série “Chance”, do Grant e da Harlow e mais um livro da “Sem Limites”, agora na perspectiva do Rush, parece que a Abbi ainda tem muitas histórias de Rosemary para serem contadas...


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Resenha da Semana - A Linguagem das Flores/ Vanessa Diffenbaugh


Acho que é meio impossível achar alguém que não goste de flores e até mesmo aqueles que não gostam podem encontrar nesse livro motivos para gostar. Assumo que antes de ler não imaginava que o livro seria tão incrível e com uma aplicabilidade para a vida. 


Victoria Jones uma menina que acaba de completar seus 18 anos e que vivera seus dezoito anos entrando e saindo de famílias adotivas e orfanatos. Ela nunca conhecera seus pais biológicos e acreditava que ela não era digna de ser amada.

A melhor experiência que Victoria teve foi quando viveu 15 meses, com Elizabeth, uma das mulheres que tentaram ser sua mãe adotiva e foi através dela que Victoria aprendeu a linguagem das flores, com apenas nove anos ela já sabia famílias, gêneros e significados. Elizabeth tinha um vinhedo e também introduziu a Victoria aos ensinamentos de cultivo das uvas, mas o passado das duas fez com que o seu futuro juntas ficasse tumultuado. 

Com os seus dezoito anos e emancipada, Victoria não tem perspectiva de futuro e acaba nas ruas, vivendo no meio das flores. Tudo começa a mudar quando ela tem a ideia de pedir um emprego a uma florista, a Renata, que acaba percebendo que Victoria tinha um dom para com as flores. Ao ir ao mercado de flores para ajudar Renata, ela começa a se comunicar pela linguagem das flores com um vendedor desconhecido e sua vida tem uma nova virada. As flores e a linguagem delas era algo íntimo de Victoria e quando o tal vendedor a responde usando a mesma linguagem ela se sente extremamente intrigada.

Podemos perceber na leitura como deve ser complicado viver sem perspectivas, achando sempre que ninguém te ama, não tendo família a qual recorrer nos piores momentos, sendo sempre você contra o mundo desde seu nascimento, assim podemos entender que os momentos felizes de Victoria parecem os seus olhos, fugazes, que a qualquer momento tudo vai dar errado e deve ser difícil também de aceitar que algo feliz possa acontecer a ela, mas apesar de todos os desafios e escolhas erradas da vida, ela se encontra nas flores, como se elas fossem sua casa e consegue mudar a vida dela e de muitas outras pessoas.

É o primeiro livro da Vanessa Diffenbaugh e a Editora Arqueiro o relançou com uma capa mais que maravilhosa, se você gosta de romances é uma leitura de um, dois dias no máximo, se você gosta nem que seja um pouquinho de flores e tem alguma curiosidade sobre seus significados é uma leitura obrigatória, prepare-se para descobrir os segredos ocultos em cada flor e seus significados que vem desde a Era Vitoriana...

“Ela surgiu na era vitoriana, quando as pessoas ainda se comunicavam por meio das flores. Ao receber um buquê de um rapaz, as moças corriam para casa a fim de tentar decifrar sua mensagem secreta. Rosas vermelhas significavam amor; as amarelas, infidelidade. Então os homens precisavam escolher as flores com cuidado.”


Se eu fosse escolher uma trilha sonora para o livro, seria: Shots – Imagine Dragons


Ah, no final do livro tem um anexo: “O dicionário de flores de Victoria” e aqui está um “tira-gosto”:

Cactos ( Opuntia): Amor ardente

Musgo (Bryopsida): Amor materno

Margarida ( Bellis): Inocência

Girassol ( Helianthus annuus): Falsa riqueza


E para finalizar a nova capa do livro ficou i-n-c-r-í-v-e-l, deem uma olhada: