quinta-feira, 23 de abril de 2015

Harlan no Today


O Harlan tem feito uma grande divulgação de seu último lançamento, "The Stranger", nos EUA. Ele deu algumas entrevistas e participou de alguns programas nos últimos dias. Nós vamos trazer todas as principais informações para vocês. Para começar, a divertida participação dele no Today.


“The Stranger” do Harlan Coben responde a você o que acontece se todo mundo estiver te espionando.

Pergunta do Today: O quão divertido foi escrever sobre um único segredo e o efeito que ele pode causar?

Harlan: Eu amo fazer isso. Eu amo levar uma família comum, onde está tudo indo bem, e apenas alguns sussurros fazem com que todo o seu mundo se exploda. É divertido.



P: Esse livro é bem sombrio. Você se assusta com sua própria escrita? Eu estava me perguntando sobre isso.

H: Na verdade, quando eu estou escrevendo não. Eu apenas quero dar emoção, manter você virando as páginas. Eu quero envolver sua mente e seu coração. Eu quero que você se importe com o cara o livro. Nisso que me concentro quando estou escrevendo.

P: Saíram duas páginas sobre você no New York Times. As pessoas simplesmente adoram sua escrita. Você já pensou em escrever comédias românticas, romances, alguma coisa diferente?

H: Não. Eu tenho histórias de amor, mas elas geralmente são um pouco sombrias. Mas vou manter isso em mente, estou aberto. (risos)

P: A maior parte dos seus livros são ambientados em subúrbios de Nova Jersey. Você cresceu lá, vive lá e cria sua família. Você gosta de falar sobre sua vizinhança?

H: Sim, especialmente em “The Stranger”. O olhar para o subúrbio é muito satírico, as pessoas pensam o quanto eles se importam com as crianças nos esportes, o quanto se importam em nomear as coisas. Os americanos gostam da ideia de ver os sonhos se tornando realidade, mas isso pode se tornar um pesadelo. Eu gosto de colocar um pouco de diversão nos livros. Mas eu sou tão culpado quanto qualquer um, vendo meu filho jogar um esporte, por exemplo, você apenas vê o seu filho, não vê o que está envolta, é muito interessante conversar com isso.

P: Sobre o poder dos segredos. Você acredita que devemos contar segredos ou guarda-los?

H: Deixando o livro de lado. Eu acho que é normal se ter segredos, mas não muitos segredos (risos). 

P: Você tem alguma coisa assustadora escondida no seu armário?

H: Não, não eu. (risos).

P: Suas histórias são sombrias, mas nos últimos tempos alguns livros de mistérios foram para um lado muito mais sombrio e perturbador, você quer deixar seus livros longe disso?

H: Eu não tenho interesse em extrema violência, eu quero uma história que você possa projetar você mesmo dentro dela, eu quero que você se pergunte se faria a mesma coisa e no caso de “The Stranger”, acredito que é o meu livro mais chocante. Eu quero manter você acordado, pensando que se passaram apenas 10 minutos e quando você vai ver são 3h da manhã.

P: É como se fosse uma corrida para quem está lendo, você sente esse mesmo estímulo quando está escrevendo?

H: Sim, no final do “The Stranger” eu escrevi as últimas 40 páginas em um dia. Eu mal conseguia segurar meus dedos, minha família ficou com medo de mim, eu tenho 4 crianças em casa, eles falaram: - Pai, você morreu em movimento. Eu só escrevia muito rápido, como numa corrida, escrevia tão rápido quanto você lê.